quinta-feira, 2 de julho de 2020

Hábitos que vieram para ficar: menos tempo nas lojas e mais horas em casa.


Há comportamentos que os portugueses se viram obrigados a mudar devido ao novo coronavírus. Alguns deles serão temporários mas outros poderão manter-se no mundo pós-pandemia, tal como mostra o Barómetro de Opinião COVID-19 da Marktest: passar menos tempo em lojas físicas, por exemplo, será uma resolução futura para 41,1% dos portugueses.
Realizada um mês após o fim do estado de emergência, a mais recente sondagem deste barómetro evidencia que esta é uma vontade especialmente forte junto dos cidadãos com idades entre os 35 e os 54 anos, residentes na região do Litoral Norte. Em termos de género ou classe social, não se notam diferenças significativas.
Entre os hábitos ou comportamentos adquiridos durante o período de pandemia que deverão prolongar-se no tempo destaca-se ainda o evitar eventos ou espaços com muita gente: 52,7% dos inquiridos vai continuar a privilegiar alternativas com menos pessoas. No mesmo sentido, 39,1% quer passar mais tempo em casa.
Lavar as mãos com mais frequência lidera esta lista, com 70,7% dos portugueses a dizer que pretende fazer deste um hábito duradouro. Além disso, 30% quer continuar a fazer mais compras online, 25,1% quer utilizar menos dinheiro físico para pagar compras e 25% prevê recorrer mais a serviços online de organizações ou instituições.
Já a caminhar para o fim da tabela, encontram-se outros hábitos como utilizar mais plataformas de videochamada (21,9%), utilizar mais serviços de internet banking ou aplicações bancárias (18%), encontrar alternativas de deslocação (17,5%), recorrer mais ao teletrabalho (15,6%), utilizar mais os serviços de take-away (15,2%), ir menos ao cinema/teatro/outros espectáculos (14,7%) e viajar menos de avião (9,9%).

Fonte: Marketeer

E agora, um desafio para todos: na vossa opinião, que outras coisas se tornaram hábito durante o período referido?

30 comentários:

  1. SEMPRE detestei passar tempo nas lojas, como também passar tempo demais em casa.

    Entretanto, estou a recusar todos os convites dos meus amigos, e não recebo visitas, a não ser, que fiquem no jardim.

    Em breve, tenho que deixar entrar cá em casa o homem que limpa as janelas e a empregada.

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    1. E os meus hábitos desde há muito? Lojas, apenas o indispensável. Em casa, quando e sempre que tiver que ser, saindo quando e sempre que tiver que ser. Convites, é raro aceitar e fazer (não, não sou um bicho!). A senhora que faz a limpeza entra e sai para fazer o que tem a fazer, apenas.

      Saudações daqui, Teresa.

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  2. Acredito que o covid-19 veio para ficar. A máscara/viseira vai ser um objecto indispensável em todo o mundo. Penso que não se voltará a deixar. Cada vez mais se ficará mais em casa. Discotecas e outros lugares de ajuntamento têm tendência a acabar de vez.
    .
    Tenha um dia de Paz e Bem
    Cumprimentos poéticos

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    1. Qualquer vírus vem com intenção de ficar. São, até, criados para que assim seja. Daqui a um tempo que não sabemos quanto, este vírus passará à história.
      Não concordo com o acabar de vez. Isso seria equivalente a uma falência mais ou menos generalizada o que, convenhamos, não pode acontecer.
      Não tarda estaremos a analisar a situação numa outra perspectiva, muito mais animadora.
      Fiquemos atentos porque o ser humano criará outro vírus, provavelmente ainda mais forte que o que no presente nos incomoda.
      'Agradeçamos' aos nossos semelhantes o que nos têm feito passar - entenda-se sofrer - porque quase ninguém ainda aprendeu o que era suposto aprender.

      Um dia bom para si, cumprimentos.

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  3. Bom dia
    Para não levar a coisa tão a sério se calhar os casais estão mais tempo juntos na cama e não só , e as famílias mais unidas :

    J R

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    1. Tornemos mais leve o ar que respiramos!
      Há casais que estão mais tempo na cama mas, convenhamos, depende da qualidade do colchão 😉
      Boa tarde de quinta!

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  4. Depois de tudo o que está para aí enumerado. ainda quer mais?
    Não sei se aguento! :-)

    Bom dia, sô António

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    1. Há sempre alguém com ideias novas ☺
      Tem que aguentar, ora essa!
      Boa tarde, dona no.

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  5. Com a pandemia, tive que aprender a saber esperar (para entrar no supermercado, por exemplo)e a adaptar-me ás circunstâncias (desmarcar viagem e reagendamento de concertos).

    De resto, não alterei os meus hábitos.

    Se disser que não acredito muito em estatísticas, fica aborrecido?

    Um abraço do Algarve,

    Sandra Martins

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    1. A Pordata funciona com base em estatísticas (https://www.pordata.pt/).
      Também acredito nelas, partindo do princípio que são feitas de forma séria.
      Já quanto a sondagens ... a coisa pia mais fino.

      Um abraço de Almada

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  6. Falou-se muito sobre a possível “fadiga comportamental” causada pelo longo período de isolamento, mas parece que, mais uma vez, as pessoas ultrapassaram esse desafio e adaptaram-se às novas normas sociais.
    A nova “lei” em algumas regiões do Canadá (a cidade onde vivo, p.ex.) tornou o uso da máscara obrigatório em espaços fechados, excluindo as pessoas com determinados problemas clínicos e crianças com menos de 2 anos de idade. Têm a minha total aprovação. O comportamento coletivo, a adesão às diretrizes estabelecidas pelos profissionais de saúde, vão-nos beneficiar a todos e ninguém deve reclamar que é uma inconveniência. Estamos nisto juntos e juntos sairemos desta situação.
    De momento não me vem à mente outras alterações comportamentais que não as mencionadas aqui pelas estatísticas as quais aceito desde que feitas por fontes credíveis.
    Pessoalmente continuo cuidadosa. Sinto uma grande necessidade de voltar à minha rotina pré-covid, como todas as pessoas, como frequentar o ginásio, a piscina, museus, cinemas e os fabulosos concertos que temos ao ar livre, gratuitos, durante o verão. Esses foram cancelados. Ginásio e piscinas vão abrir esta semana, galerias também – estamos ainda na fase 2 – mas, quero ainda deixar passar umas semanas. Como não tenho praias algarvias por aqui, fico-me pelo belos parques. : ))

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    1. Com um comentário assim, assertivo, não há quem discorde.
      Quanto às praias algarvias ... use-se a imaginação ou ... não há como? 🤔

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  7. Nas lojas é onde perco menos tempo. Encomendo pelo telefone e vou buscar quando está pronto., (Mercearia local). Não saio para passear. Apenas lindo com os filhos e netos. Basicamente é isso!

    **
    Luar em silenciada noite.

    Beijo e uma excelente tarde!

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    1. É importante um passeio desde que com atenção aos distanciamentos necessários.
      Nas lojas ... o indispensável.
      Beijo, boa tarde de quinta.

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  8. Caminhar, andar todos os dias no mínimo 2Km. Já antes queria, mas depois de tantas horas de teletrabalho, não aguento mesmo.
    ~CC~

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    1. Aqui vai uma sugestão: andar 2 Km ANTES do teletrabalho 🙂

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  9. Nunca gostei de estar em locais com grandes aglomerações, logo, até me dá jeito.

    Andar muito em lojas, também não é coisa que me agrade, a não ser que seja livraria.

    Estas duas questões não alteram em nada a minha postura.

    Já andar de máscara e ver ou outros de máscara detesto e, é algo que está para ficar. Ficar em filas... é mais fácil ir embora. Odeio, é uma perca de tempo.

    parece-me que a vida não vai ser muito fácil para mim... :)))

    Um abraço, António.

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    1. Se há coisas que não nos causam transtorno, outras existem que são complicadas.
      O que mais me perturba é o uso da máscara que, a meu ver, apenas tem uma vantagem: passar despercebido perante os credores 👀
      Um abraço, Alexandra.

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  10. Eu deixei de ver jogos do Benfica...um costume que vou manter até lá para meados de Agosto!

    Saudações benfiquistas, caro António.

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    1. Ver jogos do Benfica? Uiiii, senti uma dor aqui deste lado! Passo! De resto, não vejo futebol, fiquei farto.
      Saudações igualmente benfiquistas, caríssimo KK.

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  11. Há alguém que não sinta isso nas suas vidas depois do fenómeno Covid?
    Aquele abraço, bfds

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    1. Provavelmente há. Pedro, o que não falta é gente a fazer de conta que nada se passa.
      Bom fim de semana, um abraço.

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  12. Já me conheces um pouco e sabes bem que nunca gostei de multidões e só ia a lojas direitinha ao que pretendia sem desarrumar/passear/perder tempo como muitos fazem. Não alterei os meus hábitos por causa deste vírus porque os comportamentos de higiene dentro e fora de casa sempre foram os que agora implementaram.
    Sempre mantive a minha rotina e a única coisa que alterei foi o uso da máscara em espaços fechados. Nunca fui de beijos e abraços só porque sim...mas aos meus e quando nos encontramos dou se me derem porque por vezes ficamos pelo olá:)))
    A máscara é algo que se estiver com ela mais de meia-hora a renite passa a um ribeiro, mas por exemplo no supermercado uso uma viseira.
    Não uso alcool-gel mas outro produto que faz o mesmo efeito. Quanto ao primeiro tive um problema numa farmácia: Tinha o meu "alibi" desinfectante e na minha vez utilizei. A jovem cuja simpatia é tal como o rissol que só deixou o cheiro do camarão, disse que tinha que usar. Não posso e já tenho isto que uso. Não pode ser e volto a repetir que não podia usar. Então não entra. O quê? Está a brincar comigo ou acha que sou irresponsável? Ai sim? Então prepare-se para o estrago e ponha só uma gota. A moça despejou literalmente na parte de cima da mão uma dose...e comecei logo a sentir a queimar. Olhe isto ainda quero que eu esfregue nas mãos...ajudem pf. Veio o director um outro colega e retiraram de imediato e fiquei em chaga!!!! Resumindo fui buscar um medicamento e saí com a mão entrapada. O certo que apanharam um susto quando disse que iria fazer uma participação de tal forma que me telefonaram ao almoço e jantar como estava, blá, blá e mandaram-me ir lá no dia a seguir para verem. Depois do banho fiz o curativo e não fui lá de manhã mas sim à tarde e a "jovem" mal me viu pediu muita desculpa ao que eu disse para não se preocupar.
    Cinemas há muito que deixei de ir porque o som é demasiado alto, já fui almoçar várias vezes com os meus. Passeio muito a pé e percorro a serra com os meus quando é oportuno. Sempre fui ver o mar esse meu grande amigo.
    A única alteração que dói...é no que toca à minha mãe porque ela é muito de abraços e beijos e como gostava imenso de almoçar ou lanchar quando nos juntamos. Visitas? Só uma pessoa por semana, mas eu vou sempre que puder mas não com a frequência que ia porque não quero ser culpada de nada. Todos os dias falamos pelo telefone. Há casos de quem durante anos não foram visitar os seus e agora que não podem é que querem fazer. Quanta hipocrisia!!!

    Beijos e um bom dia

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    1. A hipocrisia não escolhe idades nem condições sociais. Daí ser normal encontrá-la por todo o lado.
      Álcool gel não. E há outros tipos de gel, disponíveis à entrada de estabelecimentos comerciais que são altamente prejudiciais à pele, e não só.
      A viseira, só por si não defende coisa nenhuma. Apenas evita, parcialmente, que possamos atingir outros com os nossos «perdigotos'.

      Beijos, bom dia e saúde.

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    2. A minha viseira não é daquelas que ficam abertas de lado. É totalmente envolvente como uma máscara com a vantagem que não embacia os óculos. Custou-me um obrigado e realmente é muito mais confortável e eficaz.

      Beijos

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    3. Sendo assim, é diferente. Para melhor, claro.
      Beijocas

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  13. E mais tempo nos cafés e tasquinhas de bairro, a contagiar-se todos... com pratinhos de tremoços, e outro petiscos partilhados... por isso... ando para aqui refém em casa... enquanto ouço o pessoal gargalhar no café, sem mascaras e distanciamentos, aos magotes... e ouço nos telejornais que os números estão a subir e ninguém sabe de onde... aqui na região de Lisboa, e arredores...
    Hábitos de uma vida inteira, que nem vírus muda... aqui para os meus lados... e em muitos outros... por isso o bicho, sobe adoidadamente, de dia para dia, agora no Verão... também com a ajuda do pessoal sem aulas, nas suas Summer Partys... combinadas pelo Face... para se fazerem em qualquer lado!
    O exército que não venha para a rua... que teremos virose até 2120... e continuaremos... como já estamos... na lista vermelha de todos os demais países europeus... e só nos podemos queixar de nós mesmos!...
    Beijinhos
    Ana

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    1. Não sei o que se passa com esta gente que, de forma tresloucada, mostra falta de respeito por si e pelos outros.
      Beijinhos

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