sexta-feira, 6 de novembro de 2026

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Os britânicos descobriram um dos segredos mais bem guardados de Portugal.

 

A Costa Verde, no norte de Portugal, foi destacada pelo Daily Express e pelo Lonely Planet como um dos destinos mais surpreendentes do país. Os meios britânicos descrevem-na como uma região ainda pouco conhecida pelos turistas do Reino Unido, mas repleta de paisagens naturais, praias praticamente intocadas e pequenas localidades cheias de autenticidade.

"Com uma costa montanhosa e agreste, praias intocadas, pequenas localidades tranquilas, caminhos de peregrinação e até um peculiar vinho verde local, esta zona de Portugal tem sido largamente ignorada pelos turistas britânicos — até agora", escrevem.

Embora reconheçam que o norte não oferece tantos dias de sol como o sul do país, os jornalistas garantem que a beleza da costa compensa largamente. O encontro entre o Atlântico e as montanhas, as praias envoltas em nevoeiro durante parte da manhã e a paisagem selvagem são alguns dos elementos que tornam esta região única.

Entre os locais recomendados estão Póvoa de Varzim, conhecida pelos casinos e campos de golfe, Ofir, ideal para passeios pelas dunas, e Afife, um destino muito procurado pelos amantes do surf.

A Costa Verde surge também como um excelente destino para quem gosta de caminhar. Parte da região cruza-se com o Caminho de Santiago, oferecendo percursos junto ao mar que combinam natureza, património e tranquilidade.

Para quem chega ao Porto, a visita é simples. Em cerca de 90 minutos de comboio é possível percorrer grande parte da costa até Caminha, junto à fronteira com Espanha.

Cada vez mais elogiada além-fronteiras, a Costa Verde afirma-se assim como uma alternativa para quem procura descobrir um lado mais autêntico e menos massificado de Portugal.

 

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Para que serve?

 

O Conselho de Estado (que ontem reuniu) é um organismo inútil. Tem relevância constitucional, é o órgão de aconselhamento do Presidente da República. Nele têm assento as principais figuras do Estado, ex-Presidentes e os senadores/barões nomeados pelos partidos do regime (Carlos César, Leonor Beleza ou o novel Ventura).  É uma espécie de corte de bajulação ao Presidente, este ou outros. Os seus pareceres, quando existem, não são vinculativos. Não serve para nada. É uma instituição folclórica, uma entidade supérflua. Deve ser extinto!

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Começar a semana com isto ...

A história conta-se muito rapidamente. Depois dos protestos por essa Europa fora, mas sobretudo em Madrid, também por cá se lembraram de acampar numa praça, neste caso na Praça D. João I, no Porto.

Esta manifestação foi contra a crise na habitação, mas juntou muitas outras bandeiras, como a da Palestina. Compreendo manifestações em defesa do povo palestiniano, já tenho mais dificuldade em compreender manifestações em defesa do povo palestiniano numa manifestação em defesa de mais casas e mais baratas em Portugal.

O mesmo se pode dizer das bandeiras LGBT, quantas vezes fora do contexto. São contra o capitalismo, mas também já vendem packs de atiivismo. Um único protesto, mas muitas causas. Um pot-pourri.

Entretanto, a Câmara Municipal do Porto tem vindo a tentar desocupar o espaço público, removendo as tendas. O protesto não foi legal. Não foi autorizado. Na madrugada de quinta-feira, a Polícia de Segurança Pública interveio, carregando sobre os manifestantes. Mais de 30 feridos.

Temos aqui duas questões: a ocupação do espaço público, que será matéria de competência da Câmara, e o protesto, coisa mais constitucional. São duas questões autónomas, mas que estão dentro de uma mesma tenda.

Salvo melhor opinião, não existindo um perigo real para pessoas e bens, estas intervenções policiais deviam ter mais suporte legal. Não é saudável a polícia entrar assim, com uma ordem que é muito mais política do que administrativa. Aliás, nos escassos comentários que já observei do poder político — nacional e local —, há um preconceito claro em relação à natureza do protesto. Eu posso sofrer do mesmo preconceito, mas devemos tentar afastá-lo, sobretudo quando exercemos cargos públicos.

A decisão operacional é da força de segurança quanto ao momento e à proporcionalidade, mas há uma ordem política — foram chamados — e se quem a deu não se coíbe de qualificar as intenções dos manifestantes, então já saiu do campo da mera observação legal do protesto — a questão administrativa — e está a travá-lo pelo seu objeto.

Isto, goste-se ou não, é muito perigoso.

Há regras para as manifestações, sim. Desde logo, autorizações. Também há limites ao que se pode fazer. Tudo isto é verdade. Ainda assim, perante infrações, há decisões a tomar e o uso da força, neste caso, pareceu excessivo. Há sempre margem legal para a tolerância. Não se observando qualquer risco para a segurança pública, não é fácil justificar que o bastão tenha saído do cinto.

Perante o dilema, diria que o Estado de Direito está mais protegido quando um protesto ilegal mas ordeiro se prolonga do que quando se recorre à força para lhe pôr termo. Mais ainda quando nos lembramos de dizer que, por acaso, nem gostamos dos manifestantes. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

A palavra de quem sabe.

O bilionário Sir Richard Branson lançou um ataque mordaz contra Trump, denunciando a sua política de apaziguamento em relação ao ditador russo Vladimir Putin.

Este é, exatamente, o tipo de coisa que enfurece Trump profundamente.

“Nunca pensei que teria de dizer isto na minha vida, mas estamos em 2026 e, infelizmente, já nada é como antes”, escreveu Branson, fundador do Grupo Virgin, no LinkedIn. “A administração Trump adotou uma postura de apaziguamento em relação aos autocratas e aos ditadores, colocando os seus caprichos pessoais acima dos interesses maiores do povo americano e do mundo livre. O que há de errado com Putin, que faz com que o presidente Trump elogie a sua subserviência?”

“Como é que os aliados dos Estados Unidos ainda podem confiar neste governo quando este se volta agora contra eles no meio da guerra e do sofrimento?”, acrescentou.

Ultimamente, Trump tem explorado ainda mais esta questão nos seus discursos nos meios de comunicação ucranianos. Anunciou um acordo surpreendente com Putin, permitindo a entrada de milhões de barris de gasóleo nos mercados globais — uma medida que injetará fundos diretamente na máquina de guerra russa. De seguida, a orquestra lançou uma campanha difamatória contra o Presidente Zelensky, alegando que era “mais fácil” negociar com Putin.

Esta tragédia tomou um rumo ainda mais grave quando Washington deixou de fornecer a Kiev, como é habitual, um alerta antecipado sobre um iminente ataque de míssil balístico russo. Além disso, parece que a Casa Branca ordenou o desligamento temporário do Starshield — a versão militar do sistema Starlink de Elon Musk, do qual dependem as forças armadas ucranianas.

“A lentidão do Starlink/Starshield e a inexplicável falta de aviso prévio sobre os ataques de mísseis russos estão a causar mortes desnecessárias de civis ucranianos”, afirmou Branson. “Até onde pode ir esta célula?”

“Escolhemos este caminho claro: os líderes europeus devem ultrapassar o choque inicial das recentes ações de Trump e assumir a responsabilidade. Tanto a liberdade da Europa como a soberania da Ucrânia estão em jogo. Ambas as causas valem a pena lutar”, continuou. “Todas as opções devem ser consideradas, desde a transferência de ativos russos congelados para a Ucrânia até ao fornecimento de sistemas de armas avançados, como os mísseis alemães Taurus.” “Porque raio vem o telemóvel? Não podemos deixar que o mundo livre seja desmantelado diante dos nossos olhos”, concluiu Branson.

"Não vamos mais concordar. Trump é um inimigo da Ucrânia, um inimigo da democracia e um inimigo do povo americano. Quando os Democratas regressarem ao poder, teremos muito trabalho pela frente. Todo e qualquer vestígio do legado deste homem monstruoso deve ser apagado."