segunda-feira, 31 de agosto de 2026

O Elevador da Glória ... ainda.

 O antigo diretor de Manutenção do Modo Elétrico da Carris, Filipe Fraga, e Gustavo Pita Soares, sócio-gerente da MNTC, empresa responsável pela manutenção dos elevadores históricos de Lisboa, foram constituídos arguidos no processo que investiga o acidente do Elevador da Glória.

A própria MNTC foi também constituída arguida, avança o Público, que cita uma fonte ligada ao processo.

O inquérito está a ser conduzido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Lisboa, com a colaboração da Polícia Judiciária. O Ministério Público deverá apresentar uma acusação até ao final do ano, por suspeitas de violação das regras de segurança, agravada pelo resultado morte. Os crimes em causa podem ser punidos com penas de três a 10 anos de prisão.

A investigação estará focada, entre outros aspetos, na manutenção do elevador e na fiscalização realizada pela Carris.

Um relatório elaborado por uma empresa de engenharia antes do acidente já tinha apontado que o cabo utilizado no equipamento não era o mais adequado e deveria ser encarado apenas como uma solução temporária, sujeita a monitorização adicional. Mais tarde, o relatório preliminar do GPIAAF concluiu que o cabo que se rompeu não estava certificado para instalações destinadas ao transporte de pessoas.

Segundo o jornal, o inquérito terá ainda identificado outros indícios de falhas de segurança na manutenção, incluindo a possibilidade de os travões terem sido deliberadamente desafinados para evitar bloqueios durante a circulação das cabines.

O acidente aconteceu há quase um ano e provocou 16 mortos e 24 feridos.

Boa semana!


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O que devia ser notícia ...

O mundo seria um lugar maravilhoso com mais pessoas como Olawale Sulaiman.

Sulaiman nasceu em Lagos, na Nigéria, numa família com poucos recursos. Aos 19 anos, conseguiu uma bolsa para estudar medicina na Bulgária e depois especializou-se em neurocirurgia no Canadá e nos Estados Unidos.

Com uma carreira de destaque, retorna todos os meses à Nigéria para operar pacientes sem condições de pagar e ajudar na formação de médicos locais.

Para isso, aceitou reduzir parte do salário e criou iniciativas para ampliar o acesso à saúde neurológica na África.



quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Um livro

Com mais de 80 mil seguidores nas redes sociais Nunca Desistas de Ti é um hino à vida e ao amor.

Num registo diário e intimista Susana Teixeira escreve sobre os dias comuns de tantas pessoas, transforma episódios quotidianos em ensinamentos que devemos reter, fala do que sente construindo momentos únicos e especiais de entrega e partilha.

Com uma enorme coragem, a autora inspira-nos com as suas palavras, desafia-nos a acreditarmos todos os dias, ensina-nos que o amor suplanta tudo e que somos invencíveis.

Relembra-nos que a amizade é a semente que nos faz florescer, mesmo quando tudo nos pode parecer perdido, e que a vida nos abre sempre uma janela, mesmo quando todas as portas se fecham.

A autora

Susana Teixeira nasceu em Janeiro de 1990. Desde muito jovem que escolheu a escrita como refúgio. Licenciou-se em Desporto e depois de terminar o curso tomou, tal como centenas de jovens portugueses, a maior e mais arriscada decisão da sua vida: emigrar. A Suíça foi o país escolhido. Os primeiros anos não foram fáceis, com os obstáculos comuns a quem muda de vida, mas não desistiu e hoje sente¬-se feliz por ter escolhido partir. Acredita que encontrou a sua paz.

A sua paixão pela escrita acabou por se tornar um prazer e uma necessidade diários. Criou um blogue «Vive a tua Vida», que conta com mais de 300 publicações, a que se seguiu a criação da página «Nunca Desistas de Ti» no Facebook e no Instagram. Susana conta atualmente com mais de 400 mil seguidores, numa partilha incrível de emoções e sentimentos.

O seu primeiro livro, Nunca Desistas de Ti, já vendeu milhares de exemplares e vai na sua 4.ª edição. Tu És Capaz! é o seu segundo livro.



 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Areia branca, águas tranquilas e piscinas flutuantes: o refúgio português de que todos estão a falar.

 

Com um amplo areal de areia branca e fina, este espaço convida a dias de descanso em plena natureza. A pensar nas famílias, a praia dispõe de duas piscinas flutuantes — uma para adultos e outra para crianças —, garantindo maior conforto e segurança durante os banhos. Ao longo do areal, não faltam chapéus de palha para criar zonas de sombra nos dias de maior calor.

Além dos mergulhos, há várias opções para quem prefere manter-se ativo. O espaço conta com campos para futebol, andebol e voleibol de praia, bem como o Boleta Restaurante Bar, onde é possível desfrutar de refeições e bebidas inspiradas em sabores internacionais.

A Praia Fluvial de Albergaria dos Fusos integra ainda o Ecopark do Alentejo Central, um projeto que prevê novas infraestruturas, como um centro náutico dedicado a desportos não poluentes, uma área para autocaravanas, um centro de ciclismo e uma torre de observação de aves, reforçando a ligação entre turismo e natureza.

E por hoje é tudo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Mona Lisa, italiana ou francesa?

Leonardo da Vinci pintou a Monna Lisa em Firenze entre 1506 e 1508. Foi encomendado por Francesco del Giocondo que queria ver sua mulher num belo quadro. Ela se chamava Lisa Gherardini e na Itália é conhecida como La Gioconda. Monna, pode traduzir-se como Senhora, portanto Senhora Lisa. O quadro nunca foi entregue. Por causa de um outro trabalho, Leonardo adiou a entrega. Francesco, chateado, rompeu o contrato.

Leonardo levou o quadro consigo nas suas viagens e foi fazendo pequenos ajustes ao longo dos anos. Após a sua morte, o seu discípulo Salai vendeu a Monna Lisa para o então rei da França, Francisco I, e ela foi transferida para Fonteneibleu. Depois, já sob o reinado de Luis XIV, é transferida para Versailles. Depois da Revolução Francesa, o quadro foi transferido para o Louvre, onde se mantém.

Os italianos, consideram historicamente uma injustiça que a Monna Lisa não esteja na Itália, tanto que em 1911 um italiano Vicenzo Peruggia, passando-se por funcionário do Louvre, conseguiu roubar o quadro e o vendê-lo à Galleria degli Uffizi mas, ao fim de uma disputa que durou cerca de quatro anos, La Gioconda retornou ao Louvre. Esse episódio é que deu ao quadro a fama que tem hoje. Antes do roubo era apreciado apenas por especialistas e conhecedores da arte.

A 21 de Agosto comemorou-se o aniversário do célebre roubo, motivo pelo qual o assunto voltou à discussão. Dizem que o Museu do Louvre tem ciúmes de Monna Lisa e quase sempre proíbe o seu transporte. A obra nunca saiu da França, até 1963, quando foi exibida nos Estados Unidos, e em 1974, quando foi emprestada pela primeira vez a Tóquio e depois a Moscovo. Mas na opinião da maioria dos historiadores da arte, o quadro tornou-se muito frágil para ser transportado. Há, portanto, um sério risco de ser irreversivelmente danificada.

Do ponto de vista jurídico, não há qualquer impedimento para devolver a Monna Lisa à Itália. A obra foi levada para França diretamente por Leonardo da Vinci, e vendida também na França.