VIDAS
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
terça-feira, 27 de outubro de 2026
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Um livro
Ao longo das páginas deste
livro, a autora partilha a experiência de crescer sentindo-se diferente e sem
compreender porque tudo parecia exigir um esforço extraordinário e invisível,
mas também de como o diagnóstico de PHDA lhe trouxe respostas para perguntas
que a acompanharam grande parte da vida. Entre memórias da perda da mãe aos 18
anos, a chegada da filha, os desafios da maternidade neurodivergente e a
escolha de estilo de vida, este livro é uma reflexão sobre identidade, pertença
e autocompaixão.
Mais do que um livro sobre PHDA,
é uma conversa sobre aprender a viver entre o caos e a calma, a vulnerabilidade
e a força, e descobrir que talvez não precisemos de nos consertar, apenas de
nos compreender melhor. Com preciosos contributos da psicóloga Mariana Lucas
Aguiar e da nutricionista Sandra Gomes Ferreira, este livro é uma história de
vida, mas é também um guia para se aceitar e aprender a habitar o caos da PHDA.
A autora
Patrícia Rebelo é criadora de conteúdos digitais, autora, mulher, mãe, amiga e jiujiteira. Partilha diariamente nas redes sociais reflexões sobre maternidade, neurodivergência, saúde mental e escolhas de vida conscientes, sempre através de uma comunicação próxima, honesta e sem filtros. Diagnosticada com PHDA na idade adulta, encontrou na comunicação uma forma de organizar pensamentos, dar significado às suas experiências e criar pontes com outras pessoas que também se sentem diferentes. Na sua vida, procurou equilibrar a intensidade de um cérebro que nunca para com a simplicidade das coisas que realmente importam. Para partilhar esse percurso, Patrícia Rebelo escreveu A Arte de Habitar o Caos.
sábado, 24 de outubro de 2026
A poucas horas de mais uma mudança.
Na madrugada de 25 de Outubro, Portugal volta a entrar no horário de inverno. Os
relógios vão recuar uma hora, uma mudança que se repete todos os anos, apesar
de a União Europeia discutir desde 2018 a possibilidade de acabar com esta
prática. O processo continua sem uma decisão, mas a Comissão Europeia lançou um
novo estudo para avaliar as consequências da adoção de um horário permanente.
O atraso dos relógios faz com
que o domingo tenha 25 horas, na prática, o que permite dormir mais uma hora a
quem mantiver o horário habitual de despertar. A principal diferença será
sentida na distribuição da luz natural: o sol vai nascer e pôr-se mais cedo, de
acordo com o relógio.
A mudança sazonal foi adotada
em vários países europeus para aproveitar melhor a luz natural e reduzir o
consumo de energia, sobretudo através de uma menor utilização da iluminação
artificial. No entanto, os benefícios energéticos são hoje considerados reduzidos.
A própria Comissão Europeia reconheceu, quando propôs acabar com a prática em
2018, que os estudos apontavam para poupanças marginais. Na União Europeia, as
mudanças estão harmonizadas para evitar diferenças de calendário entre países,
nomeadamente nos transportes e nas atividades económicas.
A alteração do horário pode
perturbar temporariamente os padrões de sono e o relógio biológico, responsável
por regular os ciclos de descanso e de vigília. Algumas pessoas podem sentir
maior cansaço ou dificuldade de adaptação nos dias seguintes.
Bom fim de semana.
sexta-feira, 23 de outubro de 2026
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Comparando ...
Nas presidenciais de 1986 -
Freitas, Soares, Pintasilgo, Zenha - as pessoas apareciam nos comícios,
arruadas e ações de campanha com as bandeiras e os cachecóis dos clubes de
futebol do coração. Não se sabe quem começou ou como começou, e até foi motivo de
reportagens em telejornais. Perdeu-se; foi só naquela campanha, vá-se lá saber
porquê.
Agora são as bandeiras da
Palestina em manifs e concentrações pelo direito à habitação e pela educação
para todos. Em Portugal, Espanha, França, Albânia, Bélgica, onde quer que haja
contestação. E estas até percebemos porquê, dispensam motivos de reportagem nos
telejornais. A reportagem que devia ser feita era sobre como do governo aos
jornalistas e comentadores avençados todos usarem o tema da bandeira como forma
de desvalorizar o protesto e a contestação. A bandeira de cada um é a bandeira
de cada um.
A liderança é dada pelo exemplo, dizem eles.
quarta-feira, 21 de outubro de 2026
O governo que temos. E merecemos?
Da validade dos passaportes ao
acesso à saúde. Há perto de 100 grupos criados pelos governos de Montenegro e
zero reformas.
O governo gaba-se de estar a
reformar o país, a oposição queixa-se de que está tudo na mesma. Indo à procura
da veia reformista da AD de Luís Montenegro encontram-se apenas algumas
mudanças e muitas intenções. De 2 de Abril de 2024 até hoje foram criados quase
100 grupos de trabalho, comissões e estruturas de missão, mas os resultados são
incipientes. Reformas estruturais, nem uma.
Entre os grupos criados,
encontra-se o grupo de trabalho para o novo modelo de passaporte português. Que
tinha como objetivo alargar de cinco para dez anos a validade do documento.
Ainda não aconteceu.
Como este, há muitos outros:
na área da saúde, da habitação para professores, do financiamento de respostas
sociais, da energia, da cibersegurança, do combate à pobreza, da educação
especial, da justiça ou da juventude, para citar apenas alguns exemplos.
terça-feira, 20 de outubro de 2026
Personalidades
Nascimento: 19 de Outubro de
1929, na freguesia de Santos-o-Velho, Bairro da Madragoa, em Lisboa.
Solnado deu os primeiros
passos no teatro amador na Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, passando
rapidamente para o teatro de revista e a rádio. Em 1962, a sua carreira mudou
para sempre com o célebre monólogo "A Guerra de 1908" (famoso pela
frase "Liguei para a guerra e disse: 'É da guerra? Daqui fala do
inimigo...'"). Este trabalho não só o consagrou nacionalmente, como se
tornou um marco absoluto da comédia em língua portuguesa, chegando a vender
centenas de milhares de discos.
A sua visão ultrapassava a
representação: Solnado era um impulsionador cultural. Foi fundado do Teatro
Villaret em Lisboa, um espaço que dinamizou a cena dramática da capital, e
desempenhou um papel decisivo na criação e consolidação da Casa do Artista, uma
instituição de apoio aos profissionais do espetáculo na sua velhice.
Na Rádio e Televisão de
Portugal (RTP), Raúl Solnado foi rosto e motor de alguns dos formatos mais
marcantes da história da televisão nacional:
"Zip-Zip" (1969):
Criado por Raúl Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz, este talk-show gravado
no Teatro Villaret revolucionou a televisão portuguesa. Emitido nas noites de
segunda-feira, tornou-se um fenómeno social, dando palco à música de intervenção,
à discussão de ideias e a um humor inteligente no final da década de 1960.
"O Lápis Azul" (1966): Um programa inovador
onde brincava com os limites da própria censura.
"A Visita da
Cornélia" (1977): Concurso de grande audiência apresentado com o seu tom
caloroso, ao lado da famosa vaca de peluche "Cornélia".
"E o Resto é Cantiga" (1981): Programa de
entretenimento e música ligeira.
"Fazer Humor com o Humor
que Temos" (1982): Formato inteiramente dedicado à análise e prática da
comédia.
"Ponto de Encontro"
(década de 1990): Onde revelou a sua vertente mais humana e empática ao
promover o reencontro de familiares e amigos separados pelo tempo.
Raúl Solnado teve três filhos
e vários netos, existindo uma forte continuidade artística na família:
Filhos:
Alexandra Solnado: Nascida do
seu casamento com a atriz brasileira Joselita Alvarenga. Alexandra começou por
seguir a carreira de atriz e cantora na juventude, tornando-se mais tarde uma
reconhecida autora e escritora na área da espiritualidade.
Renato Solnado: Também filho do casamento com Joselita
Alvarenga.
Mikkel Solnado: Filho da sua
relação com a dinamarquesa Hanne Wilhelmisen. Mikkel seguiu de perto o mundo do
espetáculo, afirmando-se como cantor, compositor e produtor musical.
Netos que seguiram as pegadas:
Joana Solnado: Filha de
Alexandra Solnado, é a herdeira mais visível do talento dramático do avô. É uma
das mais conhecidas e prestigiadas atrizes da sua geração em Portugal, com uma
longa carreira na televisão (telenovelas e séries), no cinema e no teatro.
Solnado faleceu a 8 de Agosto de
2009 (aos 79 anos), no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, vítima de doença
cardiovascular.







