quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Ainda o 11 de Setembro

 Mamdani divulga documentos escondidos durante décadas sobre “impacto das toxinas no ar”.

"Morreram mais pessoas por doenças relacionadas com o 11 de Setembro do que no próprio dia", afirmou o presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani. Mais de 170 mil páginas de documentos sobre a resposta de Nova Iorque aos ataques de 11 de Setembro foram tornadas públicas, incluindo registos que permaneceram inacessíveis durante décadas. Os arquivos poderão esclarecer o que as autoridades sabiam sobre os riscos das toxinas no ar e quando tiveram conhecimento das consequências para a saúde.

A Câmara de Nova Iorque divulgou esta terça-feira mais de 170 mil páginas de documentos relacionados com os ataques de 11 de Setembro, incluindo registos que, durante anos, foram procurados por sobreviventes, socorristas e familiares das vítimas e que poderão ajudar a esclarecer o que as autoridades sabiam sobre os riscos para a saúde provocados pelas toxinas libertadas após o colapso do World Trade Center.

O novo portal público reúne documentos sobre a qualidade do ar, problemas de saúde e a resposta da cidade aos ataques. Entre os arquivos estão o chamado Harding Memo, documentos relacionados com o World Trade Center 7 e as “68 caixas” de registos que só foram localizadas em 2025, apesar de vários pedidos de acesso ao abrigo da Lei de Liberdade de Informação de Nova Iorque (FOIL).

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Desculpem qualquer coisinha ...

O chamado "estudo de merda"

 Um estudo coordenado pelo antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e pelo ex-deputado Sérgio Sousa Pinto concluiu que a baixa produtividade é o principal entrave ao crescimento da economia portuguesa. É como dizer que o sol nasce todos os dias ou que chove no inverno, entre outras evidências.

Sobre o "pantomineiro do pin" já tudo foi dito e escrito: desde não saber que era obrigatório descontar para a Segurança Social até aos fundos comunitários na Tecnoforma, a meias com o doutor Relvas.

Já sobre Sousa Pinto, diz a AI Mode que "não tem um percurso profissional construído no setor empresarial privado, tendo dedicado praticamente toda a sua carreira à atividade política, parlamentar e ao comentário político na comunicação social".

Estamos bem entregues, portanto.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

A cidade mais feliz

Segundo o recém-divulgado Happy Index 2026 (Índice de Cidades Felizes), a urbe do Centro-Sul do País mais bem classificada neste ranking não é a capital, embora fique a dois passos da cidade das ‘Sete Colinas’. Mais especificamente, referimo-nos a Odivelas, que surge em 114.º lugar, à frente de Almada (124.º lugar) e de Lisboa (159.º lugar).

Em que consiste o Happy City Index?

O Happy City Index é organizado e promovido pelo Institute for Quality of Life (Instituto para a Qualidade de Vida), sediado no Reino Unido (Londres) e com presença em França (Paris). Anualmente, este amplo estudo global visa identificar cidades que combinem boa governação, sustentabilidade, resiliência e qualidade de vida.

Neste sentido, todas as cidades mencionadas no ranking – 251 – foram avaliadas mediante mais de 64 indicadores (por 466 investigadores), distribuídos pelas seguintes categorias principais:

Cidadãos

Governação

Ambiente

Economia

Saúde

Sustentabilidade.

O Happy City Index 2026 é liderado pela Copenhaga (Dinamarca), sendo que não há nenhuma cidade portuguesa no top 10. De facto, a primeira menção a Portugal aparece apenas na 69ª posição, a qual pertence à Maia. Mas, para além da cidade nortenha, há outras presenças nacionais na lista, nomeadamente:

Matosinhos, 111ª posição

Odivelas, 114ª posição

Almada, 124ª posição

Lisboa, 159ª posição

Braga, 166ª posição

Gondomar, 199ª posição

Funchal, 225ª posição.

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E os estimados leitores, têm alguma coisa a dizer? Força nisso!

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

É preciso lembrar ...

 

Lembrar é um imperativo. Lembrar Salvador Allende e o seu legado, mas também quem o derrubou, Augusto Pinochet. Passaram 53 anos desde o golpe militar que abalou o Chile, em 1973. Nesse 11 de Setembro, o presidente democraticamente eleito, Allende, foi assassinado em pleno palácio presidencial, na sequência de intensos bombardeamentos que envolveram tanques e aviões das forças armadas. Era o fim de um governo de esquerda que tinha tornado o Chile numa esperança para a América Latina e para o mundo, porque ali era a arraia miúda que protagonizava a História e a justiça e a dignidade formavam um património que era de todos. Era o início do domínio sangrento do general líder das forças armadas, aríete manobrado pela oligarquia chilena, detentora da propriedade e dos privilégios, e pela cínica garra dos serviços secretos norte-americanos. 

Neste aniversário do golpe militar de 1973, no Chile, recordam-se as dezenas de milhar de vítimas da ditadura de Pinochet, os que desapareceram, os que foram assassinados, presos, perseguidos e torturados, vítimas de um trauma coletivo que gerou um tsunami de dor e atingiu familiares e entes queridos. O ditador morreu em 2006, sem nunca ter sido condenado pela justiça chilena. Entretanto, há 5 anos, esta deu como provado o desvio de 17 milhões de dólares do erário público para contas da família Pinochet no estrangeiro.

Não há garantias de que a História não se repita. O ex-presidente chileno, Gabriel Boric, um jovem de 37 anos, assumidamente de esquerda, envidou esforços para que todas as forças políticas do país assinassem uma declaração conjunta afirmando que nunca, em hipótese alguma, se poderia voltar a justificar o recurso a um golpe militar. Os partidos mais à direita recusaram-se a assinar a declaração, tal como continuam a recusar-se a condenar o golpe militar de Pinochet. 

Nos nossos dias, recordar estes eventos é contribuir para a construção de uma memória coletiva que deve ser transmitida às novas gerações, se queremos formar cidadãos com pensamento crítico, com consciência da História, que valorizem a conquista dos direitos sociais e das liberdades democráticas, que respeitem a diversidade e o pluralismo, que sejam agentes da mudança, e não meros espectadores da mudança.

sábado, 12 de setembro de 2026

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Uma situação indecente

 A jornalista Sandra Felgueiras é uma criatura absolutamente desprezível. Inacreditável o quão baixo consegue chegar.

Sandra Felgueiras resolveu trazer para o espaço público uma acusação contra Jorge Coelho e, na minha opinião, resolveu sujar a memória de um homem que já não está cá para se defender.

Ela está no seu direito de fazer as críticas que entender. Mas nós também estamos no nosso direito de responder e de lembrar aquilo que é público e está documentado.

E já que Sandra decidiu entrar por esse caminho, também nós podemos recordar a história política e judicial da sua família.

Podemos, por exemplo, recordar o chamado “saco azul”, do tempo em que a sua mãe, Fátima Felgueiras, era presidente da Câmara de Felgueiras, um caso que teve consequências judiciais, com condenação e pena de prisão suspensa.

E aqui faço uma distinção muito importante: não estou a responsabilizar Sandra Felgueiras pelos atos da mãe. Não seria sério fazê-lo.

Estou apenas a dizer que, quando alguém decide trazer para a praça pública acusações e lançar lama sobre a memória de uma pessoa que já morreu e que não pode responder, não pode depois ficar surpreendida quando os outros também começam a lembrar aquilo que é público, documentado e faz parte da história.

Jorge Coelho já não pode responder.

Fátima Felgueiras está viva.

E se Sandra entende que é legítimo mexer na memória de um morto para fazer política ou jornalismo, então não venha exigir aos outros que fiquem de boca fechada quando existem factos públicos sobre a sua própria história familiar.

Criticar é legítimo. Investigar é necessário. Mas usar a memória de um morto como alvo, sabendo que ele já não pode responder, é outra coisa.

E essa coisa diz muito mais sobre quem fala do que sobre quem já não pode responder.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

É portuguesa e quase ninguém fala dela.

O site espanhol Vanitatis destaca Espinho como uma das melhores cidades para visitar em Portugal durante o Outono. A apenas 20 km a sul do Porto, esta cidade apresenta-se como uma alternativa mais tranquila aos grandes centros urbanos, combinando praias deslumbrantes, uma forte tradição piscatória e uma atmosfera acolhedora.

Conhecida pelas suas praias de areia dourada e ondas perfeitas para o surf, Espinho ganha ainda mais atrativo durante o outono. As temperaturas amenas e a menor presença de turistas fazem desta altura uma oportunidade ideal para quem procura relaxar à beira-mar, longe das multidões habituais dos meses de Verão.

Mas as praias não são o único motivo para visitar a cidade. Espinho é também conhecida pelo seu mercado semanal, considerado um dos maiores e mais tradicionais de Portugal. Aos domingos, o espaço recebe locais e turistas e disponibiliza uma grande variedade de produtos frescos, artesanato e iguarias regionais, proporcionando uma experiência autêntica da cultura portuguesa.

Outro dos pontos de interesse da cidade é o seu casino histórico, que oferece entretenimento e uma atmosfera única. Já para os apreciadores de gastronomia, Espinho conta com vários restaurantes onde é possível encontrar pratos tradicionais de peixe e marisco, permitindo provar a cozinha local.

A ligação ao Porto é também simples e rápida, graças às frequentes ligações ferroviárias, que fazem de Espinho uma opção conveniente para uma escapadela de fim de semana.

A conjugação entre beleza natural, cultura rica e hospitalidade acolhedora transforma Espinho num destino imperdível para quem visita o norte de Portugal.