quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Solidão

 Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo ... Isto é carência!

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar ... Isto é saudade!

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos ... Isto é equilíbrio!

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente ... Isto é um princípio da natureza!

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado ... Isto e circunstância!

Solidão é muito mais do que isto.

SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

Francisco Buarque de Holanda (Poeta, compositor e cantor)

A palavra dos outros

A pressão social é tremenda

Os media, os especialistas, médicos, polícias, políticos e economistas são agora quem decide a nossa liberdade. De andar, dançar, pensar, beijar, abraçar.

Em criança, ouvia falar de um bicho assassino. Que iria dizimar o mundo até ao ano 2000.

“É o padroeiro do pecado”, dizia-se. “Padrinho de prostitutas, maricas e drogados”, falavam os adultos entre dentes.

Também ouvia as velhas carpideiras enfiando a agulha entre bordados e dizendo debaixo dos panos que um dia esse tal bicho (que não era bom dizer o nome) viria através dos homens bater à porta das famílias.

Na adolescência, foram os professores, a publicidade e o cinema, quem nos ensinou a temer o sexo. Talvez ainda hoje tenhamos muito mais medo do prazer do que da dor.

As crianças de hoje ouvem falar de um inimigo público que é invisível e fatal. Camaleónico, predador e inteligente que se esconde por detrás da máscara daqueles que amam.

Será a mãe ou o irmão o melhor amigo ou a professora que trás em si a doença?

Em quem confiar a minha vida? Como ser criança, comer com a mão, rastejar pela escola, beijar o chão?

Que estão a fazer com as nossas crianças? Com os nossos jovens? E tudo com a nossa permissão!

Já falam na geração 0, começar do zero.

As nossas crianças crescerão com repugnância dos beijos, da partilha e dos abraços.

É emergente pensar. Pela nossa cabeça.

A morte não é uma escolha, é uma realidade tão concreta quanto nascer. Um outro lado da mesma moeda.

A mim não me apetece estar viva num mundo de gente morta, em amena harmonia com os estábulos, gaiolas e correntes. Não me apetece ser empurrada para um canto, ser arrumada num número, algoritmo ou chip.

Falam em medidas para o bem da sociedade. Será a restrição, a coação e o medo, benéficos para alguém? Não deveriam pensar em medidas holísticas? O que é realmente importante neste momento?

É emergente despertar. Deixam-te ir trabalhar, andar todos os dias num metro lotado, para que a economia não caia.

Porque és um peão meu amigo. O teu filho deve ir para a escola, para que a economia não caia. Mas não pode ser criança. Não pode dividir o lanche ou andar de mão dada com um amigo.

Em França estão a implementar o recolher obrigatório. Tal como fazem aos animais, “pastem durante o dia que à noite serão recolhidos.”

E em nome do quê? Da nossa saúde corporal? Ou da saúde de uma nova política de massas? Controlada através de programas de telemóveis e de uma consciência aparentemente de todos. Por todos e para todos. Só que esse ‘TODOS’ mais não é que a sombra do TODO.

Estamos a ser manipulados por um enorme ego global que não nos quer de facto saudáveis, equilibrados, centrados e criativos. Querem-nos silenciados consumistas, produtivos e ainda assim, passivos.

Sinto uma enorme tristeza! No coração 💔

Rute Alegria

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Um dia diferente

Por cá, hoje é dia de festa, sem festa.

 A minha mulher está de parabéns.

E eu também, por tê-la na minha vida.

Ofereço-lhe esta flor.

Sei que tenho o vosso apoio e compreensão.

Bem hajam!

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Mau feitio, eu?

Não gosto, sinceramente, dos 'jobs' que o governo de António Costa tem criado. Mas não está sozinho. Deixo-vos alguns exemplos noutras áreas partidárias. Ora leiam:

Maria dos Anjos Nogueira: mulher do ministro da Presidência e da Defesa Nacional, Fernando Nogueira; nomeada para adjunta do secretário de Estado da Saúde, José Martins Nunes.

Fátima Dias Loureiro: mulher do ministro da Administração Interna, Dias Loureiro; nomeada para adjunta de Pedro Santana Lopes.

Sofia Marques Mendes: mulher de Luís Marques Mendes, "na altura um dos membros mais influentes do Governo", segundo o Polígrafo; nomeada para adjunta do secretário de Estado da Agricultura, Álvaro Amaro.

Margarida Cunha: mulher do ministro da Agricultura, Arlindo Cunha; nomeada para secretária do ministro Couto dos Santos.

Maria Filomena de Sousa Encarnação: mulher de Carlos Encarnação, secretário de Estado Adjunto da Administração Interna; nomeada para adjunta do subsecretário de Estado da Cultura, António Sousa Lara.

Maria Cândida Menezes: mulher do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Luís Filipe Menezes; nomeada secretária de Fernando Nogueira, ministro da Presidência e da Defesa Nacional.

Celeste Amaro: mulher do secretário de Estado da Agricultura, Álvaro Amaro; nomeada para vogal da direção, nos serviços sociais da Presidência do Conselho de Ministros.

O casal Paulo Teixeira Pinto e Paula Teixeira da Cruz: ela entrou primeiro no Governo, como assessora de Marques Mendes, mais tarde, ele foi nomeado subsecretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.

Regina Estádio Marques: mulher do assessor de Cavaco Silva, Pedro Estácio Marques, nomeada secretária de Carlos Encarnação.

Fátima Loureiro: mulher de Carlos Loureiro; nomeada para a Administração Interna, "onde convivia com o seu marido".

Eduarda Honorato Ferreira: irmã de José Honorato Ferreira, chefe de gabinete de Cavaco Silva; responsável pela coordenação de agenda do ministro das Finanças.

Isabel Elias da Costa: mulher de Elias da Costa, secretário de Estado das Finanças; nomeada para adjunta de Couto dos Santos, dos Assuntos Parlamentares.

Teresa Corte Real Silva Pinto: irmã da secretária de Estado da Modernização Administrativa; Isabel Corte Real; nomeada secretária de Couto dos Santos.

Isabel Ataíde Cordeiro: mulher de Manuel Falcão, chefe de gabinete do secretário de Estado da Cultura; nomeada para adjunta da secretaria de Estado do Desenvolvimento e Planeamento Regional. Ela entrou primeiro e só depois veio o marido.

Margarida Durão Barroso: mulher do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Durão Barroso; nomeada para a Comissão dos Descobrimentos.

Desculpem qualquer coisinha, nomeadamente na pontuação do texto. Foi à pressa!