segunda-feira, 27 de julho de 2026

Um caso que abalou (e está a abalar) a minha terra.

 Sobre a criança de 18 meses que morreu depois de fechada durante várias horas, esquecida na viatura da instituição, sucedem-se as opiniões, os especialistas do teclado, os juízes do parece que. Enfim, uma panóplia de pareceres que não deveriam ter vindo a lume.

Vejamos:

A funcionária não é a única culpada.

Alguém enviou um código à Mãe confirmando que a criança estava na Instituição. O que era absolutamente falso. Não pode ter sido um simples lapso. 

As educadoras e as auxiliares são também parte nesta desgraça.

Nenhuma percebeu que a menina não estava na creche?

Que o seu cabide estava vago na entrada e que

O seu lugar estava vago na mesa das refeições

E na hora da sesta?

Todas as pessoas que lidam com as crianças naquela instituição foram acometidas de alguma doença súbita?

Qual é a justificação para este somatório impressionante de erros sucessivos e chocantes.

Têm que ser TODOS constituídos arguidos e todos terão que explicar o que é obviamente inexplicável.

Qual foi o Acontecimento Extra-Terrestre que provocou amnésia e alheamento de toda aquela gente envolvida no processo que TINHA A OBRIGAÇÃO de perceber que a menina NÃO ESTAVA na Instituição?

Que funcionária é esta que já está a ser investigada por homicídio por negligência?

Querida Sofia, perdoa-nos.

Perdoa-nos porque os adultos, aqueles em quem tu confiavas sem fazer perguntas, falharam contigo.

Tu não conhecias o perigo, não sabias o que era a responsabilidade, não sabias o que era um erro.

Só sabias confiar e era isso que bastava.

Tu não pediste muito à vida, pediste colo, pediste mimo, pediste histórias antes de adormecer.

Pediste que alguém segurasse a tua mão enquanto descobrias o mundo.

E esse era o nosso trabalho. Proteger-te.

Mas falhámos.



sexta-feira, 24 de julho de 2026

Feira do Livro na Invicta.

A Feira do Livro do Porto regressa aos Jardins do Palácio de Cristal entre 21 de Agosto e 6 de Setembro para a sua 13ª edição. O certame presta homenagem à poeta portuense Inês Lourenço e apresenta uma programação com mais de 200 atividades distribuídas ao longo de 17 dias.

A Feira do Livro do Porto está de regresso aos Jardins do Palácio de Cristal entre os dias 21 de agosto e 6 de setembro, voltando a reunir leitores, escritores, editores e todos os que fazem da literatura um espaço de descoberta, reflexão e partilha.

Na 13.ª edição, o festival literário presta homenagem à poeta portuense Inês Lourenço, destacando o seu universo poético através de um ciclo dedicado à autora. Ao longo de 17 dias, a iniciativa contará com uma programação reforçada, composta por mais de 200 atividades.

A programação, que foi apresentada a 22 de Julho, inclui 21 conversas, 20 concertos, sete mesas-redondas, sete sessões especiais, cinco iniciativas em diálogo, seis espetáculos, três exposições, uma intervenção mural e 83 sessões dirigidas a bebés, crianças, jovens e famílias. O programa integra ainda o ciclo de homenagem a Inês Lourenço, bem como diversas apresentações de livros.

Durante o certame, os visitantes terão também à disposição 140 pavilhões, distribuídos por editoras, livreiros e alfarrabistas.

Como é habitual, a Feira do Livro do Porto voltará a transformar os Jardins do Palácio de Cristal num espaço de encontro para públicos de todas as idades. A programação cruza literatura, poesia, música, teatro, pensamento e outras expressões artísticas, reforçando o papel da iniciativa como um dos acontecimentos culturais mais marcantes da cidade e um espaço dedicado à descoberta, à reflexão e ao diálogo.

 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Homenagem

Luís Represas comemorava 50 anos de carreira em 2026 e tinha programado concertos com a banda de sempre, mas também a solo, para celebrar a longevidade artística.

Ao longo destas décadas de carreira, Luís Represas foi também distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito - grau de Comendador, em 2005.

No comunicado é ainda recordado que, na sequência da luta pela causa timorense, o cantor foi convidado pelo Presidente da República à data, Jorge Sampaio, para o acompanhar na visita oficial a Timor-Leste, tendo sido, mais tarde, condecorado com a Medalha da Ordem de Timor-Leste pelo Presidente Taur Matan Ruak.

A nível desportivo, Luís Represas assumia-se como adepto fervoroso do Belenenses, tendo participado em várias ações do clube lisboeta.

Na memória coletiva ficarão para sempre temas como Feiticeira, Perdidamente, Ai Timor ou 125 Azul.

 

Descansa em Paz, Luís.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Uma aldeia completamente desabitada.

Escondida no coração da Serra da Freita, no concelho de Arouca, a aldeia de Drave é um verdadeiro lugar fantasma, desabitado há quase duas décadas. Sem estradas acessíveis, eletricidade ou serviços básicos, só é possível chegar por trilhos de montanha.

Este refúgio silencioso é constituído por casas de xisto em ruínas, capelas preservadas e vistas incríveis. É, sem dúvida, a aldeia “mais isolada” de Portugal.

Entre montanhas e trilhos pouco usados, uma aldeia onde já ninguém vive há quase duas décadas. Não há ruído de carros, nem vizinhos, nem qualquer sinal de vida moderna. Só ruínas, silêncio e vestígios de uma comunidade que um dia ali floresceu.

Não se trata de uma aldeia “pouco habitada”. Trata-se de um lugar completamente vazio, onde o tempo parece ter parado e onde o único som é o da natureza a ocupar o espaço deixado pelo ser humano.

 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Da praia para o campismo

Este camping português, situado numa "ilha paradisíaca", é um dos mais originais do mundo, diz a imprensa espanhola.

A imprensa espanhola voltou a colocar um destino português em destaque, descrevendo-o como “um dos campings mais originais do mundo” e localizado numa autêntica “ilha paradisíaca”. De acordo com a edição espanhola do Huffington Post, “as praias desta ilha oferecem paisagens espetaculares, com extensos areais brancos e águas de um azul invejável”.

O destino referido é a ilha da Armona, situada a apenas 15 minutos de barco de Olhão, no Algarve. Sem circulação de automóveis, a ilha proporciona uma experiência mais tranquila e preservada, marcada por pequenas casas distribuídas pelas ruas e por um número reduzido de bares e restaurantes. Segundo o artigo, “passar o dia na praia torna-se um dos planos mais comuns na Armona”, um destino que o IOL já tinha considerado 'as Maldivas portuguesas'.

Para quem aprecia campismo e contacto com a natureza, a Armona dispõe de um camping que despertou a atenção da imprensa espanhola por ser verdadeiramente “único”. Integrado num parque natural e localizado a cerca de 200 metros da praia, o espaço disponibiliza alojamentos com Wi-Fi, áreas para churrascos e um parque infantil. O site espanhol destacou ainda um vídeo do parque da Orbitur, onde são apresentadas todas as facilidades disponíveis.