sexta-feira, 21 de agosto de 2026
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
terça-feira, 18 de agosto de 2026
Quem realmente está por trás deste sistema? Ecologia ou negócio privado disfarçado?
O chamado “Programa Volta” está a ser apresentado como uma grande vitória ambiental. Mas quando se olha para quem manda realmente no sistema, percebe-se rapidamente que isto tem muito mais de engenharia financeira do que de ecologia.
A entidade que gere o sistema
chama-se SDR Portugal. E atenção a este detalhe: não é um organismo público. É
uma associação privada.
O presidente da organização é
Leonardo Mathias, antigo Secretário de Estado da Economia e diplomata. Mas o
verdadeiro poder está em quem fundou e financia o sistema: a Circular Drinks e
a SDRetalhistas.
E quem está por trás dessas
estruturas? Precisamente os gigantes das bebidas e os maiores grupos de
distribuição do país. Estamos a falar de empresas ligadas à Coca-Cola, Super
Bock, Central de Cervejas, Sumol+Compal e aos grupos donos do Continente, Pingo
Doce, Lidl, Auchan, Mercadona, Aldi e Intermarché.
Ou seja: as mesmas
multinacionais que inundam o mercado com plástico descartável passaram agora a
controlar o sistema que cobra mais 10 cêntimos ao consumidor em nome da
“sustentabilidade”.
A União Europeia obrigou os
países a aumentar drasticamente a recolha de garrafas plásticas até 2029
através do princípio do “poluidor-pagador”. Em teoria, quem coloca plástico no
mercado devia assumir os custos ambientais da recolha e tratamento.
Mas em Portugal aconteceu algo
muito curioso: em vez de criar um sistema público e independente que obrigasse
os produtores a suportar diretamente os custos da poluição que geram, foi
permitido aos próprios poluidores criarem e gerirem um sistema privado onde o
consumidor paga adiantado e faz o trabalho logístico.
Compramos a bebida. Pagamos
depósito. Guardamos lixo em casa. Transportamos embalagens. Esperamos por
máquinas. E ainda corremos o risco de perder o dinheiro.
Porque aqui entra a parte mais
interessante do negócio. Se a garrafa ficar amassada, se o código de barras não
for aceite, se a máquina estiver avariada, ou simplesmente se a pessoa não
tiver tempo para ir devolver embalagens, os 10 cêntimos ficam retidos no
próprio sistema.
Não vão para o Estado. Não vão
diretamente para um fundo ambiental público. Ficam dentro da estrutura privada
criada e controlada pelas próprias marcas e grandes superfícies.
Chamam-lhe financiamento do
sistema. Na prática, milhões de euros poderão ficar presos todos os anos graças
ao esquecimento, desgaste ou impossibilidade das pessoas devolverem embalagens.
E tudo isto enquanto falamos
de multinacionais com lucros anuais absolutamente astronómicos. Mesmo assim,
conseguiram criar um modelo onde parte do esforço financeiro e logístico passa
diretamente para as famílias.
E há outra pergunta que quase ninguém faz.
Se o objetivo fosse realmente
ecológico, porque é que o foco continua quase exclusivamente na reciclagem de
plástico e latas em vez de apostar fortemente na reutilização de vidro?
Todos nós conhecemos o sistema
antigo das cervejas e águas reutilizáveis nos cafés: recolher, lavar,
esterilizar e voltar a usar. Décadas a funcionar. Mas reutilizar obriga as
multinacionais a alterar linhas de produção, logística e margens de lucro.
Reciclar plástico mantém o ciclo do descartável vivo.
A reciclagem mecânica continua
a gastar enormes quantidades de água e energia enquanto se produz mais plástico
novo. No fundo, venderam-nos isto como uma revolução ecológica.
Mas o que muita gente vê é
outra coisa: os maiores produtores de plástico passaram a controlar o sistema
que lucra com a gestão do próprio problema que criaram.
A raposa ficou oficialmente a guardar o galinheiro!
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Quem se lembra do programa "A Filha da Cornélia"?
Foi um programa de
entretenimento e concurso de talentos transmitido pela RTP1, em 1994. O
programa foi criado por Fialho Gouveia e Raul Solnado e surgiu na sequência de
"A Visita da Cornélia", um dos programas mais conhecidos da televisão
portuguesa. Apresentado por Fialho Gouveia, "A Filha da Cornélia"
dava oportunidade a novos talentos de mostrarem as suas capacidades perante o
público e um júri. Os concorrentes participavam em diferentes provas e podiam
demonstrar os seus talentos no canto, na música, na dança, na representação, na
imitação e na interpretação de textos.
Embora não fosse o
apresentador do programa, Raul Solnado continuou ligado ao projeto,
participando através da personagem Cornelinha, levando ao programa momentos de
humor. A presença de Solnado ajudava a manter a ligação ao universo da Cornélia
e ao espírito do programa original.
"A Filha da
Cornélia" estreou-se na RTP1, a 14 de Fevereiro de 1994 e teve 35
programas, sendo o último transmitido a 30 de Dezembro do mesmo ano.
O programa combinava
entretenimento, humor e a descoberta de novos artistas. Apesar de não ter
alcançado o mesmo impacto de "A Visita da Cornélia", manteve uma boa
aceitação junto do público e representou um novo encontro entre dois grandes
nomes da televisão portuguesa: Fialho Gouveia e Raul Solnado.
Mais uma memória desbloqueada.
sábado, 15 de agosto de 2026
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Esqueça a água fria do Algarve. Há uma praia onde a temperatura da água chega aos 30 graus.
A vencedora do European Beach
Index 2024, elaborado pela seguradora britânica Quotezone, foi a Praia de
Nissi, situada em Ayia Napa, no Chipre. Com Bandeira Azul, esta praia
destaca-se pelas águas transparentes, cuja temperatura se mantém acima dos 25°C
durante o verão e pode atingir os 30°C em agosto, tornando-se um dos destinos preferidos
dos viajantes.
Além das suas condições
naturais, o estudo valorizou ainda o custo da estadia, a qualidade da oferta
turística e a segurança da praia, fatores que contribuíram para colocar a Praia
de Nissi no topo da classificação.
O segundo lugar foi atribuído
à Praia de Mellieha Bay, em Malta, conhecida pelas suas águas calmas e
cristalinas, ideais para nadar e praticar mergulho. A fechar o pódio ficou a
Praia de Portorož, na Eslovénia, destacada pelas temperaturas agradáveis do mar,
pelos preços mais económicos e pelas ondas suaves, características que fazem
deste destino uma excelente opção para famílias com crianças.
Portugal também figura na
lista, através da Praia da Falésia, no Algarve, que alcançou a sétima posição
entre as melhores praias da Europa.
No extremo oposto da
classificação ficou a Praia de Palombaggia, na ilha francesa da Córsega. Apesar
da sua beleza, os elevados custos com alojamento, alimentação e transportes
penalizaram a sua posição no ranking. Já a Praia de Bournemouth, em Inglaterra,
ocupou o penúltimo lugar, sobretudo devido às temperaturas mais baixas da água
e do ar.
Para elaborar o ranking, a Quotezone
analisou vários critérios, entre os quais a temperatura média da água, a
temperatura do ar durante o verão, o número de avaliações de cinco estrelas
atribuídas pelos visitantes, o custo médio diário de uma viagem e a altura das
ondas, com o objetivo de identificar os destinos que proporcionam a melhor
experiência balnear na Europa.