A jornalista Sandra Felgueiras é uma criatura absolutamente desprezível. Inacreditável o quão baixo consegue chegar.
Sandra Felgueiras resolveu
trazer para o espaço público uma acusação contra Jorge Coelho e, na minha
opinião, resolveu sujar a memória de um homem que já não está cá para se
defender.
Ela está no seu direito de
fazer as críticas que entender. Mas nós também estamos no nosso direito de
responder e de lembrar aquilo que é público e está documentado.
E já que Sandra decidiu entrar
por esse caminho, também nós podemos recordar a história política e judicial da
sua família.
Podemos, por exemplo, recordar
o chamado “saco azul”, do tempo em que a sua mãe, Fátima Felgueiras, era
presidente da Câmara de Felgueiras, um caso que teve consequências judiciais,
com condenação e pena de prisão suspensa.
E aqui faço uma distinção
muito importante: não estou a responsabilizar Sandra Felgueiras pelos atos da
mãe. Não seria sério fazê-lo.
Estou apenas a dizer que,
quando alguém decide trazer para a praça pública acusações e lançar lama sobre
a memória de uma pessoa que já morreu e que não pode responder, não pode depois
ficar surpreendida quando os outros também começam a lembrar aquilo que é
público, documentado e faz parte da história.
Jorge Coelho já não pode responder.
Fátima Felgueiras está viva.
E se Sandra entende que é
legítimo mexer na memória de um morto para fazer política ou jornalismo, então
não venha exigir aos outros que fiquem de boca fechada quando existem factos
públicos sobre a sua própria história familiar.
Criticar é legítimo.
Investigar é necessário. Mas usar a memória de um morto como alvo, sabendo que
ele já não pode responder, é outra coisa.
E essa coisa diz muito mais sobre quem fala do que sobre
quem já não pode responder.



