Ontem o combustível voltou a subir. Mais uma vez. Já nem é novidade. E, pior, já nem há piadas novas. Anteontem, no programa do Ricardo Araújo Pereira, passaram imagens de Montenegro e Morais Sarmento em 2022. Estavam na oposição. E diziam, com aquela certeza toda, que era urgente baixar o IVA para ajudar as famílias. Muito bem. Agora estão no Governo. E agora já não pode ser. Baixar o IVA custa dinheiro. E Montenegro diz que é preciso cuidado para não acabar com o superávit. Eu percebo. A gasolina pode subir. As famílias podem fazer contas no supermercado e na bomba. Mas o superávit, esse, não pode sofrer. Há prioridades. E é aqui que entra o Ricardo. Ele faz humor. Pode mostrar o Montenegro de 2022 e o Montenegro de agora. Pode perguntar: afinal, em que ficamos? É para isso que serve um programa de humor. O problema é que o Ricardo faz televisão. Montenegro e Morais Sarmento governam um país. Em 2022 tinham uma certeza. Hoje têm outra. Tudo bem. Só que, quando eles mudam de opinião, nós não mudamos de carteira. Continuamos a pagar o combustível. E talvez seja essa a parte que já não tem graça nenhuma
terça-feira, 22 de setembro de 2026
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Hoje fala-se de Educação Física
A disciplina de educação
física é adorada por muitos e odiada por outros. A pesagem, a escolha de
equipas pode ser um temor para quem não tem tanta apetência física. Mas,
segundo os especialistas ouvidos pelo 24notícias, é importante olhar
para a evolução do aluno e ter cuidado na forma como as aulas são lecionadas.
À medida que começa um novo
ano letivo, regressam também as aulas de educação física. Teste da milha, o “vai
e vem” e jogos de várias modalidades fazem parte da experiência escolar de
muitos alunos. Mas, para além do desempenho físico, estas aulas podem ter
consequências na forma como os jovens se veem a si próprios e se relacionam com
os outros. Para a psicóloga Francisca Ferreira, do Núcleo Casa no Porto,
“o primeiro grande impacto que pode ter é na construção da autoestima”,
explica.
“O sucesso do movimento e a
superação de alguns desafios também mais práticos podem gerar um sentimento de
eficácia”, diz a psicóloga, e acrescenta que esse sentimento pode ser
transportado “até para outras disciplinas”. Mas o efeito também pode ser o contrário:
“Nas experiências de humilhação, na exposição negativa ao fracasso, não ter
jeito para jogar determinada modalidade […] às vezes criamos aversão à própria
atividade física”, alerta Francisca Ferreira.
E os estimados leitores o que pensam sobre o assunto?
sábado, 19 de setembro de 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Ainda o 11 de Setembro
Mamdani divulga documentos escondidos durante décadas sobre “impacto das toxinas no ar”.
"Morreram mais pessoas
por doenças relacionadas com o 11 de Setembro do que no próprio dia",
afirmou o presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani. Mais de 170 mil
páginas de documentos sobre a resposta de Nova Iorque aos ataques de 11 de
Setembro foram tornadas públicas, incluindo registos que permaneceram
inacessíveis durante décadas. Os arquivos poderão esclarecer o que as
autoridades sabiam sobre os riscos das toxinas no ar e quando tiveram
conhecimento das consequências para a saúde.
A Câmara de Nova Iorque
divulgou esta terça-feira mais de 170 mil páginas de documentos relacionados
com os ataques de 11 de Setembro, incluindo registos que, durante anos, foram
procurados por sobreviventes, socorristas e familiares das vítimas e que
poderão ajudar a esclarecer o que as autoridades sabiam sobre os riscos para a
saúde provocados pelas toxinas libertadas após o colapso do World Trade Center.
O novo portal público reúne
documentos sobre a qualidade do ar, problemas de saúde e a resposta da cidade
aos ataques. Entre os arquivos estão o chamado Harding Memo, documentos
relacionados com o World Trade Center 7 e as “68 caixas” de registos que só
foram localizadas em 2025, apesar de vários pedidos de acesso ao abrigo da Lei
de Liberdade de Informação de Nova Iorque (FOIL).
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Desculpem qualquer coisinha ...
O chamado "estudo de merda"
Um estudo coordenado pelo antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e pelo ex-deputado Sérgio Sousa Pinto concluiu que a baixa produtividade é o principal entrave ao crescimento da economia portuguesa. É como dizer que o sol nasce todos os dias ou que chove no inverno, entre outras evidências.
Sobre o "pantomineiro do
pin" já tudo foi dito e escrito: desde não saber que era obrigatório
descontar para a Segurança Social até aos fundos comunitários na Tecnoforma, a
meias com o doutor Relvas.
Já sobre Sousa Pinto, diz a AI
Mode que "não tem um percurso profissional construído no setor empresarial
privado, tendo dedicado praticamente toda a sua carreira à atividade política,
parlamentar e ao comentário político na comunicação social".
Estamos bem entregues, portanto.
terça-feira, 15 de setembro de 2026
A cidade mais feliz
Segundo o recém-divulgado Happy Index 2026 (Índice de Cidades Felizes), a urbe do Centro-Sul do País mais bem classificada neste ranking não é a capital, embora fique a dois passos da cidade das ‘Sete Colinas’. Mais especificamente, referimo-nos a Odivelas, que surge em 114.º lugar, à frente de Almada (124.º lugar) e de Lisboa (159.º lugar).
Em que consiste o Happy City
Index?
O Happy City Index é organizado e
promovido pelo Institute for Quality of Life (Instituto para a Qualidade de
Vida), sediado no Reino Unido (Londres) e com presença em França (Paris).
Anualmente, este amplo estudo global visa identificar cidades que combinem boa
governação, sustentabilidade, resiliência e qualidade de vida.
Neste sentido, todas as
cidades mencionadas no ranking – 251 – foram avaliadas mediante mais de 64
indicadores (por 466 investigadores), distribuídos pelas seguintes categorias
principais:
Cidadãos
Governação
Ambiente
Economia
Saúde
Sustentabilidade.
O Happy City Index 2026 é
liderado pela Copenhaga (Dinamarca), sendo que não há nenhuma cidade portuguesa
no top 10. De facto, a primeira menção a Portugal aparece apenas na 69ª
posição, a qual pertence à Maia. Mas, para além da cidade nortenha, há outras
presenças nacionais na lista, nomeadamente:
Matosinhos, 111ª posição
Odivelas, 114ª posição
Almada, 124ª posição
Lisboa, 159ª posição
Braga, 166ª posição
Gondomar, 199ª posição
Funchal, 225ª posição.
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E os estimados leitores, têm alguma coisa a dizer? Força nisso!
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
É preciso lembrar ...
Lembrar é um imperativo.
Lembrar Salvador Allende e o seu legado, mas também quem o derrubou, Augusto
Pinochet. Passaram 53 anos desde o golpe militar que abalou o Chile, em 1973. Nesse
11 de Setembro, o presidente democraticamente eleito, Allende, foi assassinado
em pleno palácio presidencial, na sequência de intensos bombardeamentos que
envolveram tanques e aviões das forças armadas. Era o fim de um governo de
esquerda que tinha tornado o Chile numa esperança para a América Latina e para
o mundo, porque ali era a arraia miúda que protagonizava a História e a justiça
e a dignidade formavam um património que era de todos. Era o início do domínio
sangrento do general líder das forças armadas, aríete manobrado pela oligarquia
chilena, detentora da propriedade e dos privilégios, e pela cínica garra dos
serviços secretos norte-americanos.
Neste aniversário do golpe
militar de 1973, no Chile, recordam-se as dezenas de milhar de vítimas da
ditadura de Pinochet, os que desapareceram, os que foram assassinados, presos,
perseguidos e torturados, vítimas de um trauma coletivo que gerou um tsunami
de dor e atingiu familiares e entes queridos. O ditador morreu em 2006, sem
nunca ter sido condenado pela justiça chilena. Entretanto, há 5 anos, esta deu
como provado o desvio de 17 milhões de dólares do erário público para contas da
família Pinochet no estrangeiro.
Não há garantias de que a
História não se repita. O ex-presidente chileno, Gabriel Boric, um jovem de 37
anos, assumidamente de esquerda, envidou esforços para que todas as forças
políticas do país assinassem uma declaração conjunta afirmando que nunca, em
hipótese alguma, se poderia voltar a justificar o recurso a um golpe militar.
Os partidos mais à direita recusaram-se a assinar a declaração, tal como
continuam a recusar-se a condenar o golpe militar de Pinochet.
Nos nossos dias, recordar
estes eventos é contribuir para a construção de uma memória coletiva que deve
ser transmitida às novas gerações, se queremos formar cidadãos com pensamento
crítico, com consciência da História, que valorizem a conquista dos direitos
sociais e das liberdades democráticas, que respeitem a diversidade e o
pluralismo, que sejam agentes da mudança, e não meros espectadores da mudança.

